quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ao meio...
Palavra que encontra olhar correspondente. É o óbvio desenterrado. Os pés palpitam. Suspendem o que era peso. Para cima, para cima, para cima. Pois é de lá que se deve jogar a verdade. Retirada a máscara de anos. Nos segundos que duraram o “Te amo”. Ela ainda está caindo, caindo, caindo. Nem pensa se ele se joga ou não. Mergulha no vento. Acaba-se em choque ou há um portal para algo de novo, surreal? Ela nem sabe. Nem pergunta. Ele também não é senhor do destino. Impacientemente vivem. Em música, poesia, cheiro e pele, esses idiomas nos quais se compreendem completamente. Mutuamente completando-se.

Inteiros.

Pluma e Pedra

Eu te daria
Levasse onde quisesse
Eu deixaria
Seria presente da vida
 Com olhos brilhando de tardezinha no quintal

Mas pra mim é pluma
 Pra você é pedra
Não rima nem em poema
Lido enrustido em cama de hotel

Então não entrego,
e nego
e nego
e nego

Sabendo que daria

Mas tem pena não
A mim não pesa
Eu jogo pro alto

E cai poesia.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vã melodia

Prova, prova, prova,
novamente sou isso ou aquilo...
Roda, roda, roda,
por que mais uma vez tanto giro?
Escolha, anda, escolha,
que o amanhã chega tal qual um tiro!
Fiz do tempo um titã inimigo.
Plantei flores, mas não ouvi grilos.

Nesta tarde que se faz vazia,
Aproveito tua vã melodia

Para amar todo amor não escrito.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Cacos


Hoje, lavando louça, derrubei duas canecas. Chorei.
Não os cacos, não o chão, nem trabalho ou dinheiro.
Chorei minhas mãos que não sabem mais segurar

Ou preferem deixar cair o que não quer ficar por inteiro.